AJUDANDO SERÁS AJUDADO

 


 
 
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Ricardo Trigueiro 2002
www.super.web.pt 


Sobre Nós


A S.A.A.P. (organização não governamental de prevenção dos problemas do álcool e apoio aos alcoólicos em recuperação) é uma instituição particular de solidariedade social em actividade desde 13 de fevereiro de 1967.
Localizada em Lisboa, fazem parte da sua estrutura humana, pessoal técnico, alcoólicos recuperados ou em recuperação e pessoas que não sofrendo do problema se encontram de alguma forma por ele sensibilizados.

O objectivo da sua criação foi contribuir para o combate ao alcoolismo, não combatendo, no entanto, o uso moderado de bebidas alcoólicas. Neste sentido as suas actividades enquadram-se nos vários níveis de prevenção, desde a primária à terciária.



Níveis de Prevenção:


Com a Prevenção Primária, visa-se a educação da população no sentido de promover o conhecimento e a prática do saber beber. Quando se fala em população tanto pode ser no âmbito em geral (através dos meio de comunicação) ou a grupos restritos, como os trabalhadores de uma empresa, alunos de uma escola, habitantes de uma ladeia, etc...
Esta é uma das áreas que a S.A.A.P. tem vindo a dar prioridade, pois considera este problema como um "Iceberg" em que os alcoólicos são somente uma pequena porção do topo. A parte submersa do "iceberg", são todos aqueles que bebendo em excesso, permitem que a parte emersa nunca desapareça.
Agir ao nível do topo sem implicar as bases, significa não ir ao fundo da questão, permitindo que vão surgindo novos casos de alcoolismo. Embora se deva fazer intervenção e prevenção a todos os níveis, é de notar que os seus efeitos far-se-ão sentir mais, quanto mais baixo for o grupo etário a que se dirigiam.

Com a Prevenção Secundária pretende-se um diagnóstico precoce, medidas de assistencia e tratamento imediato. Este é um dos campos onde é mais difícil agir, pois o alcoólico recusa-se (até tarde na evolução da doença) a admitir que o é. Na sociedade em que vivemos um alcoólico ainda é muito descriminado e marginalizado. Não é visto como um doente, mas sim como um viciado que bebe e arranja problemas porque quer.
Assim os técnicos que trabalham na S.A.A.P., no seu entendimento inicial tentam motivar o indivíduo. Há que transformar a pressão externa que faz o doente procurar a S.A.A.P., numa motivação intrínseca, para que seja eleo verdadeiro agente da sua mudança.
Com base no diagnóstico é feita uma triagem. Quando a desintoxicação se torna pertinente, a S.A.A.P. recorre à colaboração de instituições oficiais e particulares que se ocupam do tratamento do alcoolismo, sobretudo em hospitais psiquiátricos ou serviços de psiquiatria nos hospitais gerais.
Apesar de estas serem as organizações que tratam o alcoolismo, sabemos que o alcoólico não gosta de ser tratado nestes locais, pois prefere não se considerar um doente mental. As curas de desintoxicação não têm outro fim senão o de desembaraçar o organismo do duente da sua apetecência para o alcoól, evitando as crises de privação e a rotura brutal. Assim é errado pensar que a desintoxicação resolve o problema por si próprio. não é mais do que uma forma de ataque à doença, uma vez qu não tem como objectivo a mudança de atitudes e comportamentos.
Daí a vantagem de existirem instituições que como a S.A.A.P., trabalham o problema do álcool como campo em si.
A recuperação de um alcoólico é um trabalho moroso, pois sendo uma doença crónica equiparada à diabetes ou à hipertensão, o indivíduo vai ter de ter cuidados, nste caso com as bebidas alcoólicas, para toda a vida.

Enfatizamos a importância da Prevenção Terciária, enquanto orientada para o apoio ao alcoólico, utilizando todos os meios para uma melhor readaptação deste, por forma a impedir a regressão da doença.
Estas medidas terapêuticas que limitam as sequelas da doença, são relativas à sua adaptação à sociedade, e implicação desta última, no seu processo de reajustamento, e devem incorporar estratégias de recuperação, reabilitação e promoção da sua reintegração no meio familiar profissional e social.
Os grupos de auto-ajuda, são dos formatos terapêuticos mais difundidos na reabilitação  de indivíduos dependentes de álcool. Saliente-se que existem vários tipos de grupos no âmbito do tratamento de alcoólicos, consoante intervenham técnicos ou não, a sua amostragem seja só os alcoólicos ou não, também a orientação técnica do líder do grupo, etc.
No grupo existente na S.A.A.P. podem participar, para além dos alcoólicos, outras pessoas com envolvimento próximo , cônjuge ou outro familiar, o que permite alargar a rede de intervenção, proporcionando para além do reforço da abstinência, modificações nas interacções e práticas comunicacionais, uma vez que o indivíduo para se recuperar, mais do que parar de beber tem de mudar de padrões comportamentais, aprendendo a viver de forma diferente com a realidade que o cerca.
Se bem que a terapia de grupo, ofereça um leque diversificado de áreas de intervenção, desde a discussão das razões que levaram o indivíduo a parar de beber, estratégias para manter a abstinência, mudança de estilo de vida, planificação das actividades diárias, relação com o meio de lidar com as recaídas. Existem certos tipos de alcoolismo que são indicados para formas individuais de psicoterapia, nomeadamente aquelas em que o alcoolismo é secundário.
Apesar de não existir investigação empírica que demonstre a sua eficácia, descrevem-se algumas características que parecem ser aspectos positivos desta modalidade terapêutica...
O facto de no grupo se encontrarem pessoas que têm o mesmo problema (se bem que possam estar em fases diferentes) faz com que não se sintam sozinhos ou únicos no seu sofrimento e sentimentos. Este laço que os une cria-lhes uma nova identidade, talvez mesmo o sentido de uma nova família e um sentido de solidariedade.
O grupo funciona como um espelho multifacetado, uma vez que permite com as várias vivências e experiências descritas, que o alcoólico capte a sua própria imagem. O facto de se encontrarem pessoas em fases diferentes de doença e recuperação, possibilita em termos pedagógicos a divulgação de informação acerca da doença, da dinâmica familiar, alternativas comportamentais, bem como a ajuda mútua entre os próprios indivíduos.
O facto de todos eles terem sentido o problema, faz com que as tentativas de alcoólico de ludibriar os outros, de que não bebe tanto quanto isso, caiam por terra, existindo desta forma, uma maior facilidade em ultrapassar a negação que é característica da doença, do que estando só presente o técnico. Por outro lado através dos indivíduos que se encontram abstinentes há mais tempo, é transmitida a esperança, baseada em expectativas positivas formadas, de que o problema pode ser solucionado.
Enquanto o alcoólico tratado se mantém activamente ligado ao grupo, possibilita a continuação do sucesso no seu tratamento, bem como vai ser um importante agente de ajuda e motivação para outros doentes alcoólicos crónicos, e confirma o lema da Sociedade Anti-Alcoólica Portuguesa – Ajudando serás ajudado...